
Comprar um carro financiado é uma conquista importante, mas também envolve responsabilidades que vão além das parcelas mensais. Neste artigo reunimos as principais dúvidas de quem financia um veículo. Entender esses pontos evita surpresas e garante mais segurança financeira durante todo o período do financiamento.
Tecnicamente, o seguro auto não é uma obrigação legal. No entanto, na prática, a maioria das instituições financeiras exige a contratação do seguro como condição do contrato de financiamento. Isso acontece porque, enquanto o veículo não está totalmente quitado, ele permanece alienado à financeira. Ou seja, a instituição é co-proprietária do bem até o pagamento da última parcela. O seguro protege tanto você quanto a financeira, preservando o patrimônio envolvido na operação.
A proteção é a mesmo de um carro quitado. As coberturas são as mesmas, podendo incluir proteção contra colisão, roubo e furto, incêndio e danos naturais como enchente, granizo e queda de árvore. Também é possível incluir coberturas adicionais como carro reserva, assistência 24 horas e danos a terceiros. A diferença aparece apenas no momento da indenização em caso de perda total.
Nos casos de danos parciais, como uma batida leve ou um incêndio que não comprometa totalmente o veículo, o funcionamento é idêntico ao de qualquer outro seguro auto. A seguradora cobre o reparo e você paga a franquia normalmente. O fato de o carro estar financiado não altera esse processo.
Já nos casos de roubo sem recuperação ou perda total por acidente, a lógica muda. A indenização, geralmente baseada na Tabela FIPE ou no valor estipulado em apólice, é paga prioritariamente à instituição financeira para quitação do saldo devedor. Se houver valor excedente após a quitação da dívida, a diferença é repassada a você. Por exemplo, se o veículo vale 60 mil reais e o saldo devedor é de 20 mil reais, a seguradora paga os 20 mil à financeira e você recebe os 40 mil restantes.
Mas é preciso atenção. Se o saldo devedor for maior que o valor de mercado do carro, a diferença continuará sendo sua responsabilidade. Isso pode acontecer nos primeiros anos do financiamento, quando a depreciação do veículo é maior que a amortização da dívida. Nessa situação, a seguradora paga até o limite da indenização contratada, mas o restante do débito permanece ativo. E isso é bem melhor que arcar com tudo sozinho, não é mesmo?
Outro ponto crítico que muitos esquecem é que o financiamento não é cancelado automaticamente durante o processo de sinistro. Enquanto a indenização não é paga e o contrato não é encerrado pela financeira, as parcelas continuam sendo devidas. Interromper o pagamento pode gerar encargos e complicações contratuais.
Para se proteger ainda mais, algumas pessoas optam por contratar uma cobertura complementar conhecida como GAP, que cobre a diferença entre o valor da indenização e o saldo devedor. Também é importante verificar se a base de cálculo da indenização é pela Tabela FIPE ou valor determinado em apólice e garantir que a cobertura contratada esteja adequada à realidade do financiamento.
O seguro auto para carro financiado funciona como qualquer outro seguro, mas exige atenção estratégica enquanto o financiamento estiver ativo. A maior lição é clara: na perda total, a financeira recebe antes de você. Por isso, manter uma cobertura compatível com o valor do veículo e com o saldo devedor é essencial para evitar prejuízos inesperados.
Na PBS, analisamos cada caso com cuidado, orientamos sobre as melhores coberturas e garantimos que você tenha proteção adequada do primeiro dia até a quitação do financiamento. Porque segurança de verdade é aquela que considera todos os detalhes do seu contrato e protege você em todas as etapas da sua conquista.
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